Versões do Lightroom: qual usar para preset, e o que é pago de verdade
Existem três programas chamados Lightroom e isso confunde todo mundo na hora de comprar preset. Para importar e aplicar, o app gratuito do celular dá conta. O que a assinatura destrava é outra coisa.
Escrito por Felipe Gabriel, fotógrafo. Edito a maior parte do meu trabalho no celular.
São três Lightroom, não um
Lightroom para celular, no iPhone e no Android. É gratuito para baixar e é onde eu trabalho na maior parte do tempo.
Lightroom, no computador. É o da nuvem: as fotos sobem e aparecem em todos os seus aparelhos. Vem na assinatura.
Lightroom Classic, também no computador. Esse trabalha com as pastas do seu HD e um catálogo. É o mais antigo e o mais usado por quem fotografa em volume. Vem na assinatura.
Tem ainda o Lightroom na web, que abre no navegador e serve mais pra ver e ajustar rapidinho.
Na prática: se alguém fala "Lightroom Classic", é computador e pasta. Se fala "Lightroom" sozinho, hoje em dia quase sempre é a versão da nuvem ou o app do celular.
Para usar preset, qual deles serve
Todos. O arquivo .xmp, que é o formato de preset de verdade, importa nos três. O passo a passo de cada um está em como instalar presets no Lightroom.
E sim, importa na versão gratuita do celular. Essa é a pergunta que mais chega, e a resposta curta é que você não precisa assinar nada pra usar um pack de preset no telefone.
O que é gratuito e o que é pago no celular
Aqui mora a confusão. Esta lista é a da própria Adobe, da página de recursos premium do app.
| Funciona de graça | Precisa da assinatura |
|---|---|
| Importar e aplicar os seus presets .xmp | Presets Premium, que são os pacotes próprios da Adobe dentro do app |
| Os controles de Luz e de Cor: exposição, contraste, realces, sombras, temperatura, matiz, o misturador de cores | Pincel de correção, pra apagar espinha, poste, pessoa no fundo |
| Cortar, girar e endireitar na mão | Ajustes seletivos, as máscaras que clareiam só o rosto ou escurecem só o céu |
| Exportar a foto pronta | Ferramentas de geometria, que corrigem perspectiva de prédio e de linha torta |
| Salvar o seu próprio preset a partir de uma foto que você editou | Sincronizar presets e perfis entre aparelhos, do computador para o celular |
| Copiar o ajuste de uma foto e colar em outra | Armazenamento em nuvem e galerias na web |
| Importar RAW direto da câmera, por cabo ou adaptador de cartão | |
| Busca por conteúdo e organização automática por pessoas |
Um aviso sobre o vocabulário da Adobe: a página deles lista "edição em lote" entre os recursos pagos, o que faz muita gente achar que não pode copiar ajuste sem assinar. Na prática, copiar o ajuste de uma foto e colar em outra funciona na versão gratuita. O que é pago de verdade é a sincronização pela nuvem, quando você quer que um preset salvo no computador apareça sozinho no celular.
Conferido na página de recursos premium do Lightroom para celular, da Adobe, em 5 de outubro de 2026. A própria página marca atualização em 2 de junho de 2025. Adobe muda isso de tempos em tempos, então confira na fonte se a decisão for importante.
O erro que quase todo mundo comete
"Presets Premium" não são os seus presets. É a aba de pacotes que a própria Adobe vende dentro do app, com cadeado. Os presets que você comprou ou baixou aparecem na outra aba, a de biblioteca, e não têm cadeado nenhum.
Muita gente abre o app, vê o cadeado nos Premium e conclui que precisa assinar pra usar o pack que acabou de comprar. Não precisa.
O que isso muda no seu dia
Se você aplica preset e acerta a exposição, que é o fluxo da maioria, o gratuito resolve. É exatamente o que o Processo Equalizar, Aplicar, Refinar pede: mexer em Luz e em Cor, e ambos são livres.
Se você precisa limpar a pele ou clarear só o rosto, aí sim a assinatura entra. Pincel e máscara são pagos, e não tem jeito de contornar dentro do app.
Se você edita no computador e no celular, a sincronia entre os dois é o que a assinatura cobre. Sem ela, você instala o mesmo arquivo .xmp nos dois aparelhos, na mão. Dá um trabalho a mais uma vez só e depois acabou.
Se você fotografa evento com centenas de fotos, copie o ajuste da primeira e cole nas outras. Isso funciona no gratuito e é o que torna o celular viável em cobertura.
Classic ou o da nuvem, se você for pro computador
Os dois recebem preset .xmp do mesmo jeito, então a escolha não é sobre preset.
O Classic trabalha com as suas pastas, no seu disco. Você decide onde cada arquivo mora. É o que eu uso quando volto de um job com cartão cheio.
O Lightroom da nuvem sobe tudo e sincroniza. É mais simples e combina com quem começa no celular e termina no computador, mas você depende do espaço contratado.
Perguntas que sempre chegam
O Lightroom do celular é grátis mesmo?
É. Baixar e usar os controles principais não custa nada, e importar os seus presets .xmp também não. O que a Adobe cobra são os recursos da tabela acima, como pincel, máscara e nuvem.
Comprei um pack e vi cadeado no app. Preciso assinar?
Não. O cadeado está na aba de Presets Premium, que são os pacotes da Adobe. O seu pack importado aparece na outra aba, junto com os presets que você mesmo salva.
Qual a diferença entre Lightroom e Lightroom Classic?
O Classic organiza por pastas no seu computador, com catálogo. O Lightroom sem sobrenome é o da nuvem: as fotos sobem e aparecem em todos os aparelhos. Os dois usam o mesmo arquivo de preset.
Instalo no celular e no computador com o mesmo arquivo?
Sim, o .xmp é o mesmo. O que muda é o caminho de importação em cada um. Sem assinatura não há sincronia, então o arquivo precisa entrar nos dois.
Vale assinar?
Na minha opinião, depende de uma coisa só: se você precisa de máscara e pincel. Se o seu trabalho é cor e luz, o gratuito entrega. Se você faz retrato e quer limpar pele e controlar o rosto separado do fundo, a assinatura deixa de ser luxo.
Agora que você sabe onde edita
O resto é saber qual look usar em cada tipo de foto, em vez de testar um por um até cansar. Eu abri o mapa que uso pra isso.
Ver o mapa dos presets